quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Ser (des)contente

Enquanto tento outro dia escrever um texto longo, talvez um livro, meu cérebro ainda se limita aos curtos e (des)agradáveis textos. Para o meu (des)prazer, quando se trata de escrever, me agrada a possibilidade de nada regrado, escrevendo cada dia sobre um assunto diferente, com diferentes regras, pontuações. Pontuo meus pensamentos, não o meu texto. A minha vírgula equivocada era o efeito que eu buscava. Meu parágrafo é diferente de outros. Amo a liberdade de escrever como quero. O que não entendo é quando a vontade passa. E comigo isso acontece sempre.
Hoje acordo com vontade de mudar o mundo, até que a vontade passa; entro em depressão com vontade de me destruir, daí a vontade passa. Mas existem vontades que deveriam passar, mas que permancem intactas, indestrutíveis, irrefutáveis. Quais são elas? Perdi a vontade de dizer!
Adoro ver a possibilidade de ver meus defeitos e modos de pensar nas páginas desse caderno de novo. Passei por um tempo robotizando o que escrevo. E percebi que já existia um padrão de textos meus. Não é a linguagem, não é a estética. É que eles se parecem!
Deve ser porque escrevo sobre o que penso com total influência crítica desses pensamentos... Não é incrível???
Mas parece que ultimamente meu cérebro se limita a encontrar problemas. E os encontro em tudo. Me falta o ar a possibilidade da rejeição. Me aperta o peito me sentir como se jamais pudesse ser feliz. E não a felicidade capitalista, a qual me disseram outrora, mas digo a minha paz interior. Algo não influenciada por externalidades, por pessoas, por sentimentos negativos... preciso orar.
Preciso de novo acreditar em algo que me faça acreditar em algo. Quero dispensar meus surtos inconscientes, minhas ilusórias alegrias, meus êxtases imaginários, minhas frustações.
Quero o que sempre quis.
Mas agora, quero de verdade!

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